quinta-feira, 30 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

História de Portugal coordenada pelo Prof. José Mattoso

- Compraste a alface? - perguntou Linda enquanto abria o frigorífico. As mangas largas e roxas do seu Donna Karen penduravam-se na prateleira mais abaixo, junto do queijo Boursain e dos espargos da Biocoup.
- Sim, está aqui. Não é tão fresca como as do O´Malley mas acho que serve. - retorquiu Jim com um sorriso terno depois de pousar o dito vegetal na mesa e limpar alguns pêlos do cão Marbles das calças do seu Marc Jacobs azul escuro sobreposto por ténues linhas cinzentas.
- Bem, parece que terá de servir - aproximou-se Linda de Jim melosamente, antes de alvejar a boca do marido com um beijo sorridente e doce.
Estavam casados há 4 anos num matrimónio invejado por muita gente de Calvor Falls, tal era a cumplicidade que mantinham um com o outro. Um relação beliscada apenas por um deslize de Jim há 2 anos nos Hamptons com uma empregada de um restaurante de luxo, que Linda maduramente perdoou. Ainda assim, fez questão de servir uma pseudo-vingança um pouco morna, quando fez ciber-sexo com um colega de trabalho que há muito a desejava. Sentiu-se vingada apesar do desconhecimento do marido, o qual nunca abandonaria pois estava certa de ser o homem da sua vida.
- Meninos o avô está na mesa!
Linda tinha assado o avô Gregory, antigo imigrante irlandês, com requintadas batatas de Porn Valley e uma distinta salada à lá Felattio.
- Ó mãe tou farto de avô! - lamentou-se o filho Carson que tinha nascido com um estranho chifre na sua bochecha direita.

quinta-feira, 26 de março de 2009

"A Bela"

terça-feira, 24 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

"Sábado"

quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Concurso já abriu

A Submissão
(G13)

Abriu hoje o concurso de paint, aceitam se todas as imagens feitas com base no paint. muito obrigado.

terça-feira, 10 de março de 2009

Estórias de África, cap II

"Luanda era uma cidade fantástica! As pessoas conviviam muito, era espectacular, ir ao Restauração, que era o cine-teatro, e ao Barracuda - ou o Restinga! - comer marisco, bem! Nunca lá fui, mas diziam que era bonito. Eu andava muito era por Nova Lisboa, porque a fazenda era logo ali ao lado [aponta para a direita] e era só quando o meu pai não precisava de mim, para enviar algum recado ou aviar alguma coisa para as colheitas. Era costume levar o Toyota e olha rapaz que aquilo andava bem! Uma vez, numa curva, surgiu o Engenheiro e ia-o matando! Era vizinho de meu pai, senhor já de idade... tinha ido de Lisboa em 38 ou 39 e dizia que nunca mais havia de voltar, que isto aqui era só gente parva! Vivia bem o Engenheiro, já se sabe... e então andava sempre de cá para lá, com o Toyota, e quando podia ia à caça. Um dos empregados lá de casa, o Mindo, sabia bem caçar e ao Sábado era costume irmos aos leões, logo ali ao lado [aponta para um pão de leite]. Os meus irmãos também vinham, mas não caçavam. Foi coisa que acabou quando comecei a namorar, em 68, com uma das filhas do Engenheiro. Chamava-se Maria. Um dia - nunca mais me esqueço, era terça - estavamos em casa, mão aqui, mão ali e apareceu o Engenheiro, ficou vermelho!! [gargalhadas] Parecia que ia tendo um ataque! Eheh, coisas da idade já se sabe... mas ele não gostou muito. E quando caçávamos não podiamos fazer barulho porque os animais sentiam e fugiam. O Mindo nunca queria que levasse o Ford Escort porque fazia muito barulho. Também andava bem! Quando o fui buscar a Nova Lisboa quem me lá levou foi o Engenheiro, que gostava muito de autómoveis. Tinha uns 4 e dizia que nunca eram de mais, incluindo o Mini da Maria. Cooper S! Quando experimentei o Escort mandei uma traseirada que o Engenheiro até foi parar aos bancos de trás! Ele era rabugento, não gostava muito de mim. Quando voltámos ele ainda lá ficou mas acho que depois foi para a África do Sul. Nem nunca mais vi a Maria. Ela também caçava, ensinou-lhe o Mindo. Era um grande caçador. Um dia disse-me para disparar para um leão que estava escondido atrás de um arbusto. Era um arbusto alto, estava como daqui para ali [não aponta para lado nenhum] e eu mandei-lhe dois tiros seguidos. Ouviu-se um berro. Era o Engenheiro."

José Augusto Moreira, 71 anos
Reformado

domingo, 8 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Na cozinha tens que estar sempre a pensar!
Porque nós não sobrevivemos só de mayonaise, Fernando!
Foram coisas que se passaram na visita da família ao Monte Sinai, em 82, quando os pilares do céu abanaram. Nesses tempos era tudo situado nos dois espaços entre o mesmo, o semelhante e o oposto.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Estava em casa do Treze
quando muito de repente
sem razão aparente
De liquidos fiquei carente

Havia uma Coca-cola velha
em cima da mesa a apodrecer
eu como bom abutre
peguei nela para a beber

Três minutos passados
quase acabado o inverno
Ouço uma voz na cabeça
"Tu vais para o inferno"

Pensava eu erradamente
que certamente estava a imaginar
Frutos da minha imaginação,
algo que não se estava a passar

Sete minutos passados
e comecei em bica a suar
senti a transformação
que a voz estava a falar

Comecei a sentir-me cansado
a perder os sentidos
pensei "vou lá para baixo
para a terra dos perdidos"

Com um sorriso na cara
fui o Diabo conhecer
quando o encontrei
não tinha nada para me dizer

Estava tímido e triste
pois finalmente tinha vencido
porque no fundo
bem no fundo
preferia ter perdido.



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